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Portugal em Perspetiva: um retrato comparado do país
21 Out 26 —

A REPLAN – Rede de Serviços de Planeamento e Prospetiva da Administração Pública divulgou o relatório “Portugal em Perspetiva: Uma Análise Comparada”. Esta publicação analisa o posicionamento de Portugal face a outros países em diferentes domínios económicos, sociais e institucionais. Para tal, recorre-se a um conjunto de estudos e bases de dados internacionais produzidos por entidades de renome, como a OCDE, a Comissão Europeia, as Nações Unidas, a Transparency International e o IMD World Competitiveness Center.

A análise revela que Portugal apresenta um posicionamento comparativamente mais favorável em áreas como a paz, a redução das desigualdades, o desenvolvimento sustentável, o desenvolvimento humano e a qualidade institucional. Também indicadores relacionados com o envolvimento dos trabalhadores, os resultados do PISA e a avaliação da vida colocam o país na metade superior da distribuição comparada.

Em posição intermédia encontram-se as áreas da inovação, competitividade global e a coesão regional, revelando desempenhos comparativos moderados e margem de convergência em relação aos países mais bem posicionados.

Quanto às principais fragilidades, estas concentram-se nas qualificações superiores dos mais jovens, na satisfação com a disponibilidade de serviços de saúde, na produtividade do trabalho e, de forma mais acentuada, na competitividade fiscal e na acessibilidade à habitação.

Este padrão sugere que os progressos sociais alcançados ainda não se traduzem de forma uniforme em maior capacidade produtiva, atratividade económica e melhoria do poder de compra das famílias.

A análise da evolução dos indicadores aponta, todavia, para uma trajetória globalmente positiva. Dos 17 indicadores considerados, a maioria regista melhorias, ainda que de reduzida magnitude, e apenas dois apresentam uma evolução negativa.

A seleção dos estudos e indicadores analisados neste relatório baseou-se em critérios de disponibilidade e atualização dos dados, bem como na consistência metodológica dos índices analisados, assumindo-se como referência a informação disponível até dezembro de 2025. As análises comparada e integrada baseiam-se exclusivamente nos conteúdos emanados dos correspondentes documentos de referência, sem qualquer tipo de aditamentos ou comentários adicionais, exceto em casos muito específicos.

Pretende-se que este relatório, de regularidade bienal, constitua um instrumento de apoio a decisões informadas por evidências e permita aferir o progresso de Portugal face aos seus pares, garantindo que as estratégias de desenvolvimento respondem com eficácia às rápidas transformações registadas do contexto global e correspondentes desafios.

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