Sumário executivo
Este policy paper evidencia a persistência de desigualdades económicas territoriais profundas em Portugal, com diferenças de rendimento marcadas entre regiões, sub-regiões e, sobretudo, freguesias, e uma hierarquia espacial altamente estável ao longo do tempo. A desigualdade é predominantemente interpessoal, ocorrendo em larga medida dentro dos territórios, mas sem eliminar a relevância das clivagens geográficas. No mercado de trabalho, observa-se alguma compressão salarial, ainda que com diferenças regionais persistentes. A principal fragilidade estrutural reside, contudo, na produtividade: a sua distribuição é fortemente desigual e persistente, com níveis mais elevados no litoral e nas áreas metropolitanas. Embora existam economias de aglomeração, o seu contributo é limitado, sendo a maior parte das diferenças explicada por fatores internos às empresas, o que reforça o caráter estrutural das disparidades.
Autores
Pedro Portugal, Paulo Guimarães, Pedro Raposo, João Brogueira de Sousa, Carlos Oliveira, Rodrigo Barrela, António Santos, Jorge Ferreira [NOVA School of Business and Economics]