A Administração Pública portuguesa enfrenta um contexto de transformação acelerada, marcado por desafios que exigem novas capacidades institucionais e profissionais. O estudo identifica seis tendências estruturantes — digitalização, envelhecimento populacional, dinâmicas migratórias, desenvolvimento sustentável, governança colaborativa e integração europeia — que estão a alterar a forma como o Estado organiza os seus recursos, cria valor público e se relaciona com os cidadãos. A análise evidencia que a digitalização e o envelhecimento populacional são as tendências com maior impacto na transformação da Administração Pública, revelando igualmente défices de competências para responder aos desafios colocados por todas as tendências identificadas. Os resultados mostram que as necessidades de formação variam consoante o perfil profissional: os dirigentes evidenciam maior necessidade de competências de gestão estratégica, os assistentes técnicos de competências operacionais e de atendimento ao público, e os técnicos superiores de um conjunto mais alargado de competências. Com base nesta evidência, o estudo identifica 12 agendas formativas prioritárias, orientadas para reforçar a capacidade de resposta da Administração Pública às pressões demográficas, sociais e tecnológicas, promover a capacitação institucional e melhorar a articulação com cidadãos e organizações num contexto de crescente complexidade e interdependência.