A edificação dispersa constitui um dos desafios mais complexos do ordenamento do território em Portugal, contribuindo para o consumo insustentável de solo, a ineficiência das infraestruturas e o agravamento das dificuldades de gestão de riscos. O projeto MAPED centrou-se na Região de Lisboa e Vale do Tejo (RLVT), desenvolvendo uma metodologia multidimensional baseada em grelhas de 500 × 500 metros para quantificar e classificar, de forma contínua, os padrões de ocupação do solo. Os resultados evidenciam que o aumento da dispersão territorial está associado a menores densidades populacionais e a uma maior pressão sobre solos rústicos, nomeadamente agrícolas e florestais. Demonstram igualmente que a dispersão do edificado acentua a exclusão funcional dos territórios, traduzindo-se em maiores tempos de deslocação no acesso a serviços essenciais. As evidências produzidas reforçam a necessidade de políticas de ordenamento do território que promovam padrões de urbanização mais compactos, uma utilização mais eficiente das infraestruturas e uma melhor articulação entre planeamento territorial, mobilidade e acesso a serviços.