O estudo analisa os efeitos dos incentivos fiscais à I&D (nomeadamente o SIFIDE) no desempenho das empresas em Portugal, avaliando impactos na inovação, produtividade, emprego, composição da força de trabalho e adoção tecnológica. Com base em dados longitudinais detalhados, conclui-se que os incentivos aumentam significativamente o investimento em I&D, sobretudo enquanto as empresas recebem apoio, promovendo também a entrada de novas empresas em atividades de inovação.
Os resultados evidenciam efeitos distintos consoante a dimensão das empresas: nas empresas maiores predominam ganhos de eficiência e produtividade, associados a maior adoção tecnológica e aumento da proporção de trabalhadores qualificados, sem crescimento significativo do emprego. Já nas pequenas empresas, os incentivos traduzem-se sobretudo em aumento da escala e do emprego, com efeitos mais limitados na produtividade. O estudo aponta assim para um trade-off relevante na definição de políticas públicas entre promoção do emprego e ganhos de eficiência.