O estudo analisa quem suporta o custo dos aumentos do salário mínimo em Portugal, recorrendo a dados microeconómicos ao nível das empresas e trabalhadores. Através da exploração de um aumento isolado do salário mínimo em 2014, em contexto de crise económica, o trabalho avalia os efeitos sobre o emprego, salários, encerramento de empresas e distribuição dos custos entre trabalhadores, empresas e consumidores.
Os resultados mostram que o aumento do salário mínimo levou a uma diminuição do emprego e a um aumento dos salários, com uma elasticidade emprego‑salário de cerca de -0,50 (mais acentuada em empresas financeiramente fragilizadas). Além disso, conclui-se que a maior parte do aumento dos custos laborais foi transferida para os consumidores através de preços, sendo o restante suportado pelos proprietários das empresas, com variações consoante a respetiva situação financeira.