A transição para uma economia de baixo carbono é um imperativo existencial que se coloca à humanidade. As políticas de transição para uma economia descarbonizada têm impactos no emprego, podendo potencialmente gerar e/ou reproduzir desigualdades. Em Portugal, 85% e 70% das emissões de gases de efeito de estufa estão concentradas em 20% e 10% dos empregos, respetivamente. Entre os empregos que em média estão associados a níveis mais elevados de emissões – as denominadas “profissões castanhas” – existem perfis socioeconómicos heterogéneos que apresentam níveis de vulnerabilidade à transição climática também diferentes.